VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO!!!

PRECISANDO DE AJUDA ENTRE EM CONTATO!!!

(34) 9244-8208

   
     
27 de Fevereiro - A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (24), o projeto de lei do Senado que tipifica como...
27 de Fevereiro - PRF apreende cerca de 10 toneladas de maconha em carreta na Régis Droga estava prensada em tijolos e escondida...
19 de Fevereiro - Álcool no carnaval: Mulheres são maioria nas emergências A incidência de consumo exagerado...
19 de Fevereiro - Polícia encontra drogas em pacote de fraldas na Zona Norte da Capital Duas mulheres foram presas no bairro...
 
Como Prevenir

          Nesta seção são mostradas algumas orientações sobre como prevenir o uso indevido de drogas.

Como prevenir na família:

          A família é a célula formadora da comunidade, portanto, não é possível desenvolver ações preventivas na comunidade sem que a ela participe. Tanto a família quanto a escola são parte de um grupo maior que chamamos comunidade. Cada comunidade, como cada família, ou cada escola tem sua história, sua localização, seus valores, seus projetos e seus problemas.

Como prevenir na escola

          Qual seria então o papel da escola no enfrentamento de um problema tão amplo e disseminado como o consumo de drogas?

          1 – É na adolescência que as pessoas realizam maior número de experiências. Essa é a clientela das escolas.
          2 – A escola é o espaço no qual os adolescentes vivem muito tempo de suas vidas.
          3 – A escola é um ambiente privilegiado para reflexão e formação de consciência.
          4 – A escola sempre teve sob sua responsabilidade papéis culturais.

          Essa não é, entretanto, uma responsabilidade exclusiva da escola. Como instituição educacional, a atuação da escola dirige-se ao conjunto dos alunos, a chamada “prevenção universal”. Cabe especificamente à escola participar do trabalho de prevenção primária, ou seja, antecipar-se à experimentação, por meio de ações com o objetivo de evitar problemas decorrentes do uso de risco.

          Os educadores devem estar conscientes, no entanto, de que existem, entre os alunos, aqueles que já têm problemas com o uso de drogas. Para eles, podem ser previstas ações de prevenção secundária, às vezes, fora da sala de aula, procurando reverter o processo ou evitar que o uso se torne crônico, agravem-se seus danos ou se torne dependência.

          Não se trata, portanto, de um trabalho pontual diante da constatação de consumo de drogas naquela unidade escolar, mas de uma decisão de atuar na formação integral dos alunos de acordo com as circunstâncias do mundo de hoje, sendo o uso indevido de drogas um dos aspectos a considerar.

          Nesse contexto, é importante que a escola, ao fazer um programa de prevenção:

          • defina seus objetivos;
          • estabeleça suas metas;
          • trace estratégias coerentes com a filosofia da escola;
          • avalie suas ações.

          O enfoque de “redução de danos”, em oposição a “guerra às drogas” sustenta-se como mais realista, uma vez que não é possível nem desejável eliminar todas as formas de substâncias psicoativas da sociedade, e mais eficaz, porque é possível diminuir problemas sérios relacionados a acidentes e doenças, mediante o uso circunstanciado e controlado de determinadas drogas, como o álcool e certos medicamentos, por exemplo.

          Os adolescentes dificilmente se sensibilizam com abordagens do tipo “diga não às drogas”, “droga mata” ou que mostrem pessoas “no fundo do poço”. São próprias dessa faixa etária fantasias de onipotência, pensamentos como “isso não vai acontecer comigo” e “eu paro quando quiser”.

          O trabalho de prevenção terá mais probabilidade de sucesso se:

          • for integrado ao currículo escolar;
          • for desenvolvido cooperativamente;aproveitar os diferentes recursos humanos e materiais da escola e da comunidade em que ela está inserida;
          • usar espaços já criados ao invés de tentar encontrar novos espaços, o que favorece a aceitação das intervenções propostas;
          • planejar ações que possam ser desenvolvidas com continuidade;
          • envolver toda a escola gradativamente;
          • preparar bem os professores para lidar com seus medos e preconceitos;
          • respeitar a cultura específica da comunidade;
          • identificar os fatores de risco dentro da sua realidade.

          “Mas não é possível trabalhar a questão na escola como se ela fosse uma ilha. O reconhecimento dos fatos e mitos a respeito do assunto, da situação real de uso e abuso de drogas em diferentes realidades, assim como as idéias e sentimentos dos alunos, da comunidade escolar e dos pais a respeito do assunto precisam ser considerados” (BRASIL, 2000).

          As ações preventivas na escola podem ser orientadas por diferentes modelos, que não são excludentes entre si, constituem guias de ação e sua combinação e adaptação são altamente desejáveis para melhor servir à realidade local. São eles:

          1. conhecimento científico;
          2. educação afetiva;
          3. oferta de alternativas;
          4. educação para a saúde;
          5. modificação das condições de ensino.

          Vejamos cada um deles:

Modelo 

Objetivo

Ação

Sugestões

Conhecimento científico Propõe o fornecimento de informações de modo imparcial e científico. A partir das informações, os jovens poderiam             tomar decisões conscientes e bem                       fundamentadas sobre as drogas. 1. oficinas e debates com  profissionais de saúde;
2. leitura de livros;
3. discussão de filmes.
Filmes:
O informante – 1999 – dir. Michael Mann, Trainspotting, Doping
Livros:
1. Liberdade é poder decidir – sobre drogas –, de Maria de Lurdes Zemel e Maria Eliza Lamboy, editora FTD  S.A. – São Paulo, 2000.
2.  Doces Venenos: conversas e desconversas sobre drogas, de Lygia R. Aratangy, editora Olho Dágua – São Paulo, 1991.
3. Drogas – Mitos e Verdades, de Beatriz Carlini-Cotrim, editora Ática, 1997.
Educação afetiva Parte da observação de que os jovens mais bem estruturados e menos vulneráveis, do ponto de vista psicológico, estão menos sujeitos a abusar de drogas. Procedimentos que devem ser iniciados na infância, visando a melhorar ou a desenvolver no jovem:
- a auto-estima;
- a capacidade de não se envolver no uso problemático;
- a habilidade de decidir e interagir em grupo;
- a capacidade de lidar com a  ansiedade e a frustração;
- a capacidade de resistir a pressão de grupos.
Serviços de orientação educacional para desenvolver a afetividade e a auto-estima; atividades grupais organizadas para cuidar da integração, participação e liderança grupal. O próprio projeto pedagógico da escola deve preocupar-se com esses procedimentos e incorporá-los ao cotidiano.
Oferta de alternativas Trata da oferta de desafios, prazeres e realizações proporcionadas por outros meios que não incluam o consumo de drogas. - Criação e gestão de atividades empresariais;
- orientação escolar para alunos mais jovens;
- práticas esportivas desafiadoras;
- atividades artísticas variadas.
Torneios esportivos, criação e gestão de hortas comunitárias ou cooperativas de produtos ou serviços. Atividade de monitoria ou ajuda mútua, com alunos mais adiantados auxiliando os mais atrasados ou alunos de séries mais adiantadas, devidamente preparados.
Educação para a saúde Pôr a educação a serviço de uma vida saudável. Pretende formar um cidadão consciente em relação aos riscos que o cercam e com capacidade de escolher uma vida mais  saudável. A discussão de temas gerais, como importância da água no planeta, poluição, trânsito; atividades de plantio ou aproveitamento de alimentos; cuidados com o corpo (desde escovar os dentes, lavas as mãos antes das refeições até fazer sexo seguro).
Obs: Essas atividades podem ser desenvolvidas desde a educação infantil.
Modificação das condições de ensino A preocupação recai na formação integral do jovem, não apenas na prevenção ao uso indevido de drogas    - As iniciativas devem ser intensas e duradouras;  - as ações devem começar na pré-escola e envolver pais e a comunidade. Melhorar a condição de ensino inclui autorizar o professor, credibilizar o conhecimento e respeitar o aluno.Esse modelo tem seis orientações básicas, que podem ser aplicadas em conjunto:
a - modificação das práticas de ensino;
b - melhoria da relação professor-aluno;
c - melhoria do ambiente escolar;
d - incentivo ao desenvolvimento social;
e - oferta de serviços de saúde;
f - envolvimento dos pais em atividades curriculares.


          O foco principal do trabalho da escola deve ser a reflexão, contribuindo para a visão crítica das situações e dos problemas e para o desenvolvimento da autonomia e da capacidade de escolha dos adolescentes.

          O trabalho de prevenção na escola não surge, portanto, de uma necessidade localizada, não pretende reprimir os adolescentes, nem ensiná-los a “dizer não às drogas” ou fazer terrorismo sobre uma “tragédia iminente”. Também, não se trata de acumular mais uma tarefa no já sobrecarregado cotidiano do professor. A prevenção ao abuso de drogas é uma tarefa integrante da sua função educacional, fazendo parte do seu projeto pedagógico. Quando compartilhada pelos educadores, pode ser percebida num contexto de construção da responsabilidade social do grupo de alunos.

Como prevenir na comunidade

          Ao pensar em prevenção na comunidade, devemos olhar para o que já construímos e planejar nossas ações a partir do que temos.

          1. Um programa será mais eficiente se ele não for uma iniciativa isolada.
          2. É importante obter o apoio das escolas, dos locais de trabalho e de recreação, de igrejas e grupos comunitários.
          3. O apoio da instituição ou da comunidade permite ações mais amplas.
          4. Não existe um modelo predefinido, o que existe são algumas diretrizes, que devem emanar dos problemas com drogas existentes na realidade local.
          5. Os programas, sempre que possível, devem abranger os três níveis de prevenção: primária, secundária e terciária.
          6. Os programas devem fornecer informações e estimular mudanças de comportamento.
          7. Os programas devem ser interativos; grandes discursos e grandes palestras só fazem bem aos palestrantes.
          8. Os programas devem ter continuidade. Uma ação pontual serve somente para problemas pontuais.
          9. Todos devem participar, desde a elaboração dos objetivos, identificação de recursos e apoio até a execução e, principalmente, no dia-a-dia do programa.
Copyright © 2010 DependenciaQuimica.inf.br
Todos os direitos reservados