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Qual é a causa do uso de drogas?

          O que nós sabemos é que é uma equação, como se fosse um triângulo. A ponta do triângulo é a droga, uma coisa é usar tabaco, outra maconha e outra crack, que com o pouco uso acaba deixando o indivíduo dependente. Na outra ponta tem o indivíduo, uma pessoa depressiva, ansiosa, angustiada e frágil e a terceira ponta do triângulo está no ambiente onde a pessoa vive. Às vezes, o ambiente favorece o uso da droga em uma personalidade que é mais frágil e se a droga for mais forte. Por que a mesma droga deixa uma pessoa dependente e outra não, isso não se sabe. O que se sabe é quando mais cedo a pessoa começar usar a droga, maior são as chances de se tornar dependente. Escolher usar álcool ou droga e que tipo de droga, vai depender muito de pessoa para pessoa. É como se ela tivesse uma atração por exemplo, gosta de álcool e se dá bem com ele. Vai ver no álcool a sua principal fonte de escolha, mais do que o outro que gosta de cocaína. A pessoa que gosta da cocaína pode beber álcool mas não vai ser a sua vontade e o seu prazer. Existem pessoas que gostam de maconha, experimentam cocaína e não gostam. Isso são ligações que a pessoa faz a nível do cérebro, de neurorreceptores onde o contato químico daquela droga com aquele cérebro provoca aquela reação prazerosa.

Causas e consequências da dependência química

DEPENDÊNCIA:


          - é o uso + problemas + (com) abuso + continuidade = gera a dependência, tornando uma doença incurável - progressiva - fatal - multifacetada
          - é uma doença complexa, com causas e conseqüências de ordem bio/psico/social.
          - Reconhecida como doença desde 1977 pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

CULTURALMENTE cercada de mitos e preconceitos

DROGADIÇÃO

uso e abuso (RACIONALIZAÇÃO):

          - eu uso porque ela existe; porque tenho acesso fácil ou difícil, mas tenho; porque convidado a usar pela atração exercida pelos meios - familiar, comunicações [curiosidade]; cultural [pelo comportamento do grupo, os homens são sem dúvida mais unidos que as mulheres, portanto não vai deixar de usar a droga quando oferecida, para não demonstrar uma desfeita e correr o risco de ser isolado/ expulso do grupo] dados apresentados pelo Psiquiatra Gaiarsa.
          - o abuso aparece na fase da dependência
          - o abuso de droga altera a sua imagem, sem que o dependente perceba.

Tolerância

          - o nível de tolerância é a quantidade introduzida
          - a tolerância da droga diminui na fase da dependência. -Com a continuidade do uso o dependente vai sentindo menos o efeito da droga, fazendo com que ele aumente a quantidade ingerida, e diminuindo o tempo entre um uso e outro.   Efeito
          - efeito bifásico no uso do químico, na la fase estimula e/ou bem estar e na 2a fase deprime
          - a droga e a ligação com o usuário poderá a tornar-se dependente de uma droga pela conseqüência do efeito que ela oferece - quero ficar muito maluco /down /alivio imediato, ou ainda ampliar e continuar o comportamento
          - o efeito da droga depende: do usuário, quantidade/concentração, via de uso, as condições ambientais, a atividade exercida [velório, festa, esporte], etc.

          No tocante a quantidade/concentração - álcool somente não é usado como anestésico, por ser grande a dosagem, podendo chegar ao coma alcoólico e passado o efeito à indisposição orgânica ser desagradável.O efeito da cocaína é apreendido pela quantidade utilizada, já a concentração de pureza é inteiramente questionável, possivelmente poderá levar o DQ a uma overdose.

Síndrome de abstinência

          Síndrome é o conjunto de sinais e sintomas. Abstinência é a falta/ausência/diminuição/parada. Sendo aguda e aparece em horas/dias. Sendo demorada/tardia e aparece após meses/anos. Obs. - o álcool/cocaína são hidrossolúvel [eliminada em horas e vestígios de 1 a 2 dias] e a maconha é lipossolúvel [a droga se deposita na gordura e demora de 10 a l5 dias a ser eliminada e por esse motivo a síndrome é muito severa e prolongada]. Dependência da droga na forma psicológica e na forma física é a síndrome de abstinência, que é um termo/frase de fácil entendimento popular Dependência psicológica é vista como obsessão, ocorre na mudança da emoção,

Estado de Abstinência

          É um conjunto de sintomas, de agrupamentos e gravidade variáveis, ocorrendo na ausência relativa ou absoluta de uma substância, após seu uso repetido, prolongado e com altas doses. A abstinência pode ser complicada por convulsões e delirium. os sinais/sintomas psicológicos e emocionais são:

          -Emocional ansiedade [o DQ é o dobro ansioso que a média da população], alteração do humor [mudança brusca comportamento], agressividade, angústia, irritabilidade, tensão, desorientação no tempo e no espaço, paranóia [medo, perseguição, pânico], depressão primária [o DQ gera problemas iguais ao doente psiquiátrico depressivo], convulsões.
          -Memória confusão mental, concentração, raciocínio, lapsos de memória, crise de identidade.
          -Sono alterado [insônia ou sono pesado], sonhos aumentados [onde as angústias são resolvidas à fabricação de coisas boas e a esperança de acontecer], pesadelo [geralmente com a drogradição]

          Dependência física é vista como compulsão, ocorre a mudança física, os sinais/sintomas físicos são:

          -sudorese [suor aumentado], cefaléia [dor de cabeça], dores musculares, câimbras, tremores, fadiga, oscilação pressão arterial [alta ou baixa], taquicardia [coração acelerado], febre, náuseas e vômitos, diarréia ou intestino preso, falta de apetite, alucinações/delírios.

Benefícios x problemas

          - no início do uso de droga tenho prazer [me deixa legal/solto] e/ou alívio imediato.
          - ela traz benefícios, fornece ao homem o triângulo - o poder + o prestígio + sexo [como consigo fazer mais fácil as tarefas no trabalho e sou admirado pela minha competência]
          - os problemas são sinalizados pelas perdas materiais/moral/legal e seqüelas psico/físicas.

PROGRESSÃO DAS FASES DA DOENÇA/DROGADIÇÃO

          -Primeira - uso normal, tolerância normal, benefícios, problemas
          -Segunda - uso médio, tolerância média, benefícios, problemas médios
          -Terceira - abuso, tolerância alta, síndrome abstinência aparece, benefícios inexistentes, problemas grandes
          -Quarta - uso menor, tolerância mínima, síndrome abstinência crônica e violentas, benefícios inexistentes, problemas gravíssimos/morte.

Roteiro para compreensão da doença

          -facilitadores - ambientes/pessoas que favorecem o uso (maioria parentes próximos)
          -aceitação de ajuda - o DQ pede ajuda objetiva ou subjetiva, ou é oferecida
          -outras perdas/seqüelas - perda material/moral e as seqüelas são físicas
          -afetividade - o relacionamento consigo [sentimentos] e com as pessoas/objetos
          -progressão das fases da doença - está na 3a ou na 4a fase
          -mecanismos de defesas - o DQ se defende em quase todas as situações
          -promessas e tentativas de parar - desconhecimento da doença e de apoio qualificado
          -situações constrangedoras - cenas desagradáveis/moral atingida
          -comportamentos irresponsáveis / insanidades - roubos, não assumir responsabilidades
          -isolamento - cria situações de distanciamento pessoas/lugares, o ato de drogar-se
          -alteração do humor - mudança brusca de comportamento.

Causas e conseqüências da doença

          Ocorre às modificações dos valores da sua vida através do avanço da doença.

          Crise de identidade, não tem os seus valores de vida, na falta procura retorná-los encontra dificuldades, não consegue e volta a usar droga.

          Valores é organização, confiança, pontualidade, diálogo, solidariedade, humildade, dignidade, responsabilidade, dedicação, respeito, discernimento, disciplina [responsabilidade das minhas coisas, cumprir tarefas é começar e terminar, assumir compromisso por menor que seja] sinceridade/honestidade [se não estou sendo sincero/honesto comigo não vou ser com o outro] dificuldade é de não saber lidar com a complexidade da vida, ou seja, de lidar com os pontos.

CULPA/VERGONHA pelo USO DA DROGA CULPA/VERGONHA coloco RESPONSABILIDADE pelo USO DA DROGA coloca TRATAMENTO

          Na doença da dependência química não tem culpado, somente responsável, a culpa termina nela própria e a responsabilidade começam nela própria.

          Família do DQ tem culpa/ vergonha e é o que altera a imagem social e psicológica.

          Responsabilidade começa e remete ao compromisso no planejamento e no trabalho de uma vida nova para ser feliz, e não somente de parar com a droga e sim para ser feliz em todos os pontos da vida.

          Responsabilidade da família e do dependente é pelo tratamento/recuperação da doença que é em:

          - vontade de parar de sofrer;
          - apoio qualificado;
          - aceitação da doença e de mudanças [compromissos], pois sem mudança volta a usar droga.

Tratamento e recuperação

DROGA = PODER + FRUSTRAÇÃO + RAIVA + DEPRESSÃO + AUTOPIEDADE = + DROGA

12 PASSOS = EQUILÍBRIO = ACEITAÇÃO = SERENIDADE = CORAGEM = HUMILDADE

          No primeiro tópico aparece o processo de causa/conseqüência da drogadição, no segundo tópico aparece o processo de tratamento/recuperação, que são sugeridos nos 12 passos de AA/NA:

          - 1o passo - eu não posso, eu não quero, rendição é ser honesto diante da droga/mau viver, aceitação [1o identificar as perdas e aceitar a lutar a partir do que sobrou, 2o identificar os mecanismos de defesa e 3o aceitação de que é uma doença incurável].

          - 2o passo - Fé, acreditar no poder superior, melhorar auto estima, valorizar as pequenas mudanças, devolver a sanidade é devolver o domínio da vida. Insanidade é a Inabilidade de dirigir os assuntos/desempenhar seus deveres sociais, e ainda não reconhecer a sua própria doença e o rastro de destruição deixado pela drogadição.

          - 3o passo - Se eu deixar, preencher o vazio deixado pela drogadição com o poder superior, vou aprender a lidar com a ansiedade, com as limitações, com a dor da perda, etc.

          - 4o passo - encontro de EU + EU, tirar os fatos desconfortantes, vejo valor de liberdade. Me conhecer de verdade.

          - 5o passo - mostrar como eu sou para EU + OUTRO + DEUS, os sentimentos, mecanismos de defesa, medo do desconhecido, objetivo de trabalhar a honestidade, humildade, responsabilidades, identificar/reconhecer e ratificar os comportamentos doentios e perdas.

          - 6o passo - EU + DEUS. Estou pronto para efetuar as mudanças [sim a substituição/não ao adiar]

          - 7o passo - DEUS + EU. Implorar para efetuar as mudanças. Identificar/reconhecer atitudes/ comportamentos conseqüentes dos defeitos/imperfeições e os decorrentes da drogadição.

          - 8o passo - autoconhecimento, realizar a lista das situações/nomes dos prejudicados e lembrar que os prejudicados de hoje serão os desestruturados de amanhã.

          - 9o passo - ato de perdão a outro. Não existe reparação sem justiça.

          - 10o passo - Reforma diária. Se eu não colocar respeito/honestidade comigo, os outros vão agir igual a eu. Das situações tenho o lado positivo e negativo. A vontade dura 3 minutos, mas a fantasia aumenta se eu não a identificar. A recaída emocional é pela manipulação.

          - 11o passo- realizar o 2o e 3o passos diariamente.

          - 12o passo- levar a mensagem, doar-se a gratidão, pois quando você chegou tudo estava pronto.

Transtorno Psicótico

          É um conjunto de fenômenos psicóticos que ocorrem durante ou imediatamente após o uso de substâncias psicoativas e que são caracterizadas por alucinações, ilusões, delírios e/ou idéias de referência, transtornos psicomotores e afeto anormal. O transtorno tipicamente se resolve, pelo menos, parcialmente, dentro de 1 mês e completamente dentro de 6 meses e, é influenciado pelo tipo de substância envolvida e pela personalidade do usuário. Há que considerar sempre a possibilidade de um outro transtorno mental estar sendo agravado ou preciptado pelo uso de substância psicoativa; ex. esquizofrenia, transtorno afetivo, transtorno de personalidade de tipo paranóide ou esquizóide.

Delirium Tremens

          É um estado toxicoconfusional breve, mas ocasionalmente com risco de vida, que se acompanha de perturbações somáticas. É usualmente uma consequência de uma abstinência absoluta ou relativa do álcool, em usuários gravemente dependentes com uma longa história de uso. Os sintomas prodrômicos incluem insônia, tremores e medo, podendo haver convulsões. A clássica tríade de sintomas inclui obnubilação da consciência e confusão, alucinações e ilusões vívidas de todo o sensório e tremor marcante, (delírios, agitação, inversão do cilco do sono e hiperatividade autonômica, estão usualmente presentes).

Abuso de Substância

          O abuso de substâncias (álcool e maconha) é um problema comum em pacientes esquizofrênicos, atingindo até 60% destes; piorando com o progredir da doença a interferindo com a aderência do paciente ao tratamento. Uma hipótese importante para explicar comorbidade é que o abuso de substâncias poderia causar ou precipitar a esquizofrenia indivíduos vulneráveis.

          Relação temporal entre o início da esquizofrenia e o abuso das substâncias:

          27,5% dos pacientes tiveram problemas com drogas mais de um ano antes dos primeiros sintomas da esquizofrenia;
          34,6% esquizofrenia e o abuso de substâncias começaram simultaneamente;
          37,9% o abuso de substâncias começou após o primeiro sintoma da esquizofrenia.

Gestação

          O uso de drogas durante a gravidez tem as seguintes implicações tanto para a mãe como para o feto em desenvolvimento:

A saúde da gestante

          As mulheres grávidas com transtorno decorrente do uso de droga apresentam risco elevado para doenças sexualmente transmitidas (como infecção pelo HIV), hepatite, anemia, tuberculose, hipertensão e pré-eclâmpsia.

O curso da gestação

          As mulheres grávidas com transtorno decorrente do uso de droga (dependendo do tipo) podem apresentar maior risco para abortos espontâneos, pré-eclâmpsia, placenta prévia e trabalho de parto precoce ou prolongado, além de complicações de outras condições clínicas que podem ser relacionadas ao uso de drogas (como hipertensão em dependentes de cocaína).

Desenvolvimento fetal

          Algumas drogas, incluindo os opióides, cocaína e álcool, atravessam a placenta e afetam diretamente o feto. Isso pode ocorrer em qualquer estágio do desenvolvimento, mas é particularmente provável durante o terceiro trimestre, quando o fluxo sangüíneo materno fetal e as taxas de transporte placentário estão aumentadas. A placenta pode deslocar antes, um dos vários fatores causadores do número crescente de partos prematuros.

          O feto pode apresentar risco mais elevado que a média para defeitos congênitos, problemas cardiovasculares, comprometimento do desenvolvimento e crescimento, prematuridade, peso baixo ao nascimento e óbito.

          Após o parto, o neonato pode apresentar abstinência da droga. que pode ser de difícil reconhecimento, particularmente se o pediatra não conhece o diagnóstico da mãe.

Desenvolvimento da criança

          Algumas substâncias (como o álcool) são associadas com efeitos negativos a longo prazo sobre o desenvolvimento físico e cognitivo.

Comportamento como pais

          Além do tratamento para o transtorno decorrente do uso de drogas, as mães com esse distúrbio necessitam freqüentemente de educação e treinamento para exercer a maternidade, serviços sociais, aconselhamento nutricional, assistência na obtenção de privilégios de saúde e benefícios e outras intervenções que objetivem reduzir a possibilidade de maltratar ou negligenciar a criança.

Overdose

          Os traficantes da cadeia intermediária costumam dividir a droga pura mesclando-a com outras substâncias para aumentar o volume, diminuindo o seu grau de pureza. Um viciado que tem o mesmo fornecedor costuma injetar as mesmas quantidades de acordo com o potencial já conhecido; ocorrendo a troca do fornecedor, a nova partida poderá conter um grau de pureza consideravelmente superior ao esperado e para o qual o organismo não estava acostumado, ocorrendo aí a chamada overdose.

O que pode causar no organismo dos usuários

          Se os efeitos agudos da cocaína já são perigosos, os efeitos e conseqüências do uso continuado são letais. Suas conseqüências são quase sempre desastrosas sobre a vida do usuário, promovendo prejuízos em suas mais diversas áreas de funcionamento. Depressão intensa com risco de suicídio, desmotivação, sonolência, irritabilidade crônica, episódios paroxísticos de ansiedade (ataques de pânico) e finalmente psicose paranóide (O indivíduo tem certeza que está sendo perseguido, mesmo confrontado com a inexistência de indícios reais) são os efeitos psíquicos mais observados na utilização crônica da droga. As complicações médicas são destacadas no próximo capítulo. Se antes do uso o indivíduo já apresentar sintomas depressivos, estes se tornam mais severos ainda, resultando ocasionalmente em tentativas de suicídio.

          Separação conjugal, abandono de atividades ocupacionais (p.ex. perda de emprego), incapacidade de cumprimento de obrigações sociais, dependência financeira ou engajamento em atividades criminais são descritos por muitos usuários "crônicos".

          Aos efeitos crônicos associam-se os efeitos potencialmente letais da droga. O uso de cocaína é a principal causa de infarto agudo de miocárdio em jovens (até 40 anos) nos EUA. A cocaína altera o ritmo elétrico cardíaco, produzindo arritmias, que podem ser visualizadas no eletrocardiograma. O aumento da pressão arterial descrito no capítulo anterior contribui para a ocorrência de hemorragias (sangramentos) em diversas partes do corpo, inclusive no cérebro, possibilitando a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (conhecidos como "derrame"). O aumento de temperatura corpórea pode atingir mais de 42º, provocando a morte por hipertermia. Doses maiores estão relacionadas com parada respiratória.

          Uma das conseqüências mais importantes do consumo da cocaína é o surgimento de convulsões. A cocaína é um potente facilitador da ocorrência de convulsões de todos os tipos, principalmente tônico-clônicas (indistingüíveis daquelas da epilepsia). Em animais de laboratório (geralmente ratos e macacos) "tratados" com cocaína, observamos mortes por convulsões (acompanhados de inanição e exaustão) após 17 dias de consumo da droga. Imagina-se que caso o ser humano tivesse acesso irrestrito à droga, o resultado seria muito semelhante.

Conseqüências do uso das drogas

          As drogas que viciam rapidamente são: morfina, heroína, crack, cocaína, barbitúricos, etc. O álcool pode também viciar rapidamente uma pessoa, porém suas conseqüência levam muito tempo para se manifestar. Muitas drogas podem provocar a overdose:

          Heroína e cocaína: como provocam alterações profundas no sistema nervoso central, podem levar à morte por depressão respiratória (heroína) e por ataque cardíaco (cocaína), Causam ainda convulsão, crises de hipertensão, hemorragia cerebral, etc;

Crack: seu quadro é um agravamento da cocaína, pois é derivado;

          Álcool: geralmente o coma alcoólico provoca morte se o indivíduo não for atendido, e é mais freqüente quando se misturam álcool e calmantes, principalmente barbitúricos. pelo vômito, porém, o alcoolizado pode eliminar o excesso de álcool de seu organismo e acabar dormindo antes de chegar à dose letal;

          Barbitúricos: provocando uma depressão (diminuição) da atividade cerebral, de maneira generalizada, induz a uma sedação inicial; o aumento da dose leva ao coma e depois à morte;

          Codeína: está presente em xaropes infantis, como o Belacodid, Setux, etc. Podem ocorrer intoxicações acidentais principalmente em crianças, apresentando torpor, sonolência, miose (pupila contraída), reflexos diminuídos, pele fria, depressão respiratória, coma e morte. Crianças de dois e três anos não têm ainda formados os mecanismos da barreira protetora do cérebro, por isso são mais vulneráveis aos psicotrópicos que os adultos;

          Morfina: apresenta um quadro semelhante ao da codeína, porém muito mais intenso e grave. A morte é previsível pelo uso abusivo. Os morfinômanos sabem desse risco, que aliás, é muito diferente das intoxicações codeínicas infantis.

Métodos usados para o tratamento do dependente químico

          Existe tratamento para o uso de drogas de uma pessoa, é o caso do tratamento para os dependentes de heroína, feito em regime hospitalar. Para que o usuário não sofra a síndrome de abstinência, os médicos administram-lhe a metadona, que se encaixa bioquimicamente no organismo, como se fosse heroína, "enganando-o". A metadona tem a grande vantagem de não produzir dependência física nem psicológica. Mas esse é um caso particular. Normalmente, não existem remédio específicos contra o mecanismo do vício.

Cada droga requer um tratamento especial

          A psicoterapia é mais indicada que qualquer medicação, pois são importantes em todas as etapas do envolvimento com a droga, pois atuam nos valores pessoais, na filosofia de vida de cada um, resolvem os conflitos e modificam a postura do indivíduo perante a droga. Tudo isso favorece o entendimento do vício, de modo que o drogado tenha forças para enfrenta e solucionar a questão. Mesmo quando o tratamento é biológico (internação para desintoxicação), a ajuda das terapias psicológicas é importantíssima para que a pessoa compreenda tudo o que está acontecendo com ela.

          (Fonte - NeuroPsicoNews - Sociedade Brasileira de Informações de Patologias Médicas 1999 - nº 13)
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